Tempo de chute no Taekwondo – Como melhorar o desempenho de modo agudo?

 

Acaba de sair um artigo da Profa. Marina Furtado Leichtweis, em colaboração com outros autores, que explora diferentes possibilidades para aprimorarmos o tempo de chute no Taekwondo. Ou seja, entendendo como o chute chega antes no adversário, pode-se diminuir a chance dele responder adequadamente à técnica e, por conseguinte, defendê-la.

 

marina

 

Resumo: No treinamento de taekwondo a velocidade é relevante para o sucesso competitivo, pois, chutes rápidos podem proporcionar maior chance de pontos. Neste sentido, há evidências de que a realização de exercícios de força no aquecimento pode potencializar a realização de diferentes gestos motores subsequentes. Assim, o objetivo do presente estudo foi verificar os efeitos do treinamento físico agudo na capacidade de chute de praticantes de taekwondo. Participaram do estudo 8 lutadores de taekwondo do sexo masculino, com 21,6±1,8 anos de idade, 75,2±11,2 kg, 173,3±4,5 cm, faixas pretas, com tempo de prática de 10,1±4,6 anos. Os procedimentos de intervenção contaram com diferentes estímulos: a) Salto em Profundidade (SP); b) Isometria Máxima (IM); c) Exercício complexo (EC). As seguintes variáveis foram quantificadas: i) tempo de execução de um chute e, ii) tempo de execução de 4 chutes sequenciais, ambas com técnica de chute circular (Bandal Tchagui). Antes e após a realização das intervenções, os sujeitos tiveram seu desempenho avaliado por análise de vídeo. Foram encontradas diferenças signicantes nos momentos pré- e pós-intervenção no treino com salto em profundidade para o teste de um chute (pré = 0,231±0,01s e pós = 0,22±0,01s, p=0,01) e no exercício complexo para o teste de quatro chutes (pré = 2,258±0,18s e pós = 2,09±0,13s, p<0,01). Observou-se que os demais tratamentos não melhoraram o rendimento dos atletas. Conclui-se que estímulos com treinamento pliométrico e complexo podem afetar positivamente o tempo de execução de chute no taekwondo. Por outro lado, a intervenção somente com exercício isométrico de contração voluntária máxima não demonstrou benefícios significativos.

Referência: Leichtweis MF, Antunez BF, Xavier BEB, Del Vecchio FB. Efeitos de diferentes protocolos de treinamento no tempo para executar chute no taekwondo. Arquivo de Ciências do Esporte, v.1, n.1, p.37-45, 2013.

O artigo pode ser obtido gratuitamente em: http://www.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/aces/article/view/253/300

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