CBJ anuncia suspensão de judoca brasileira por doping

Típica situação de dois pesos, duas medidas:

CBJ anuncia suspensão de judoca brasileira por doping

BY PORTAL DO JUDÔ ⋅ AGOSTO 13, 2011 ⋅

Em nota oficial, a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) anunciou, nesta sexta-feira, a suspensão provisória da atleta Tacaiana Rezende de Lima por doping.

Tacaiana teve um resultado analítico adverso para a substância furosemida em exames realizados durante a Copa do Mundo da modalidade, em São Paulo, no dia 25 de junho de 2011, e não apresentou explicações suficientes para o caso, de acordo com a entidade.

Ainda segundo o comunicado, a judoca está suspensa até que haja esclarecimentos e terá 14 dias, a contar desta sexta, para pedir uma contra-prova.

Confira a nota na íntegra:

A Confederação Brasileira de Judô, nos termos do art. 14.4. do Código Antidoping da Federação Internacional de Judô, torna público que a atleta Taciana Rezende de Lima teve resultado analítico adverso para a substância furosemida, em controle realizado no dia 25 de junho de 2011, durante a Copa do Mundo de judô, em São Paulo. Após análise dos procedimentos, a Comissão Médica considerou tratar-se de um caso de doping, tendo dado à atleta a oportunidade que se manifestasse por escrito e apresentasse provas. Após análise das explicações preliminares e das provas apresentadas pela atleta, a Comissão Médica da Confederação Brasileira de Judô entendeu que estas não eram suficientes para desconstituir o caso de doping.

Assim, na data de hoje (12/8/2011), a Comissão Médica decidiu aplicar à atleta uma suspensão provisória até que o caso seja resolvido e ofereceu à atleta a possibilidade de abertura da amostra B, que deverá ser solicitada pela atleta dentro do prazo de 14 (catorze) dias a contar de hoje.

PARA REFLETIR, DO BLOG DO MURRAY:

http://albertomurray.wordpress.com/2011/08/04/geisa-arcanjo-e-cesar-cielo/

O Jornalista Marcel Merguizo traz na Folha de São Paulo de 3 de agosto de 2.011 uma boa matéria comparando a situação da campeã mundial juvenil de arremesso do peso, Geisa Arcanjo e do super nadador Cesar Cielo. Ambos foram flagrados no exame anti doping por terem ingerido uma substância diurética, proibida.

Geisa Arcânjo está até hoje, um ano após sua conquista aqui no Canadá, aguardando o julgamento do STJD. Cesar Cielo teve julgamento surpreendentemente relâmpago pelo CAS, que o possibilitou ser, mais duas vezes, ser campeão mundial.

Assim como Cielo, Geisa admite ter ingerido o diurético sem querer. Tomou um chá que, segundo a atleta, continha a droga proibida.

Não questiono a decisão do CAS que possibilitou Cielo nadar em Shanghai. Não conheço os autos do processo para opinar sobre o mérito do caso. O processo arbitral é sigiloso e, em pricípio, nunca teremos acesso às evidências que convenceram os Árbitros do CAS, tão rapidamente, a entender que no caso Cielo houve contaminação cruzada. O que eu questiono, sim, é o tratamento preferencial que foi dado a um grande campeão às portas de um campeonato mundial. A celeridade do julgamento do caso Cielo é verdadeiramente incomum.

Não que todos os processos devam demorar. Mas que eles tenham, dentro do possível, a rapidez que se requer. Não há dúvidas de que se Geisa vier a ser absolvida, esse tempo decorrido desde o início do julgamento, já lhe terá causado prejuízos de difícil reparação. Conheço outros tantos casos no CAS, igualmente de doping, que se arrastam há meses, sem julgamento.

Não tenho dúvidas de que o super campeão Cesar Cielo teve tratamento diferenciado da Justiça Esportiva no que tange à inesperada rapidez de seu processo. Ótimo para ele. Mas outros atletas menos famosos deveriam, também, ter seus casos julgados rapidamente.

A Justiça Desportiva tratou uma estrela diferentemente do que normalmente faz com os normais. E com isso eu não concordo.

Posted by albertomurray
E, POR FIM:

http://esporte.uol.com.br/natacao/ultimas-noticias/2011/07/30/diretor-da-fina-critica-resolucao-no-caso-cielo-com-bom-advogado-escapa.htm

Cesar Cielo contratou o advogado norte-americano Howard Jacobs para sua defesa

30/07/2011 – 13h00

Diretor da Fina critica resolução no caso Cielo: “com bom advogado, escapa

Das agências internacionais
Em Xangai (China)

O diretor-executivo da Fina (Federação Internacional de Natação), Cornel Masculescu, ainda não superou a ‘derrota’ da entidade no tribunal no caso de doping de Cesar Cielo. O cartola criticou a política mundial contra o doping e comparou o julgamento do nadador brasileiro a uma corte civil: “com um bom advogado, escapa”.

Cesar Cielo testou positivo para a furosemida, um diurético capaz de mascarar outras substâncias em exame realizado em maio. A CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) não apontou culpa nem negligência e apenas advertiu o campeão olímpico. A Fina não concordou com a decisão e acionou a CAS (Corte Arbitral do Esporte) e queria uma suspensão de três meses.

No entanto, dois dias antes do início do Mundial de Esportes Aquáticos, a CAS manteve apenas a advertência e Cielo ficou livre para nadar a competição em Xangai. “Hoje o novo código é como ir a um tribunal civil: com um bom advogado, escapa. Se tem um mau advogado, é punição”, disse Marculescu em entrevista a AFP.

Cielo contratou o norte-americano Howard Jacobs, que trabalhou em casos emblemáticos de doping como dos ex-velocistas Marion Jones e Tim Montgomery, do ciclista Floyd Landis e da nadadora Jessica Hardy. E o desfecho foi favorável para o brasileiro. Advertido, ele pôde defender seus títulos mundiais na piscina.

Na primeira prova, o brasileiro subiu ao lugar mais alto do pódio. Mas a medalha nos 50 m borboleta veio acompanhada por vaias e manifestações negativas. “Sim, eu entendo a reação. É normal. A gente se sente frustrado”, falou Marculescu. Cielo ainda terminou em quarto nos 100 m livre e conquistou o bicampeonato mundial nos 50 m livre neste sábado.

A argumentação da defesa de Cielo era baseada na contaminação cruzada na cápsula de cafeína. E a pequena quantidade de furosemida foi determinante para a decisão da CAS. “Não é fácil explicar para as pessoas que o uso da mesma substância pode implicar em punições desde uma simples advertência até dois anos de suspensão”, criticou.

Marculescu acatou a decisão da CAS, mas frequentemente dá opiniões contrárias ao desfecho do caso Cielo. O diretor-executivo também se mostrou descontente com as regras atuais do doping mundial. “Agora é muito complicado. Antes era mais fácil. Tinha substância e não havia desculpas para explicar como tinha chegado em seu corpo. Era problema seu”, relembrou.

A empresa, o advogado e o atleta:
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