De cada 10 professores que atuam no projeto Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, apenas 2 têm formação em educação física.

Do Blog do Cruz: http://blogdocruz.blog.uol.com.br/

 

30/06/2011

O atraso no esporte. Mas somos um país olímpico…

 

            De cada 10 professores que atuam no projeto Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, apenas dois têm formação em educação física.

        A revelação é do professor Ernani Contursi, presidente do Sindicato dos Professores de Educação Física do Rio de Janeiro, em audiência pública na Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados.

        Com um discurso indignado, Ernani Contursi mostrou como a categoria está, há muito, sem prestígio, a ponto de um programa do governo entregar a orientação de atividade física de crianças a pessoas inexperientes, sem qualquer preparo.

        Contursi veio a Brasília para a reunião de deputados que tratou sobre a regulamentação da Lei Pelé, e protestou devido à ausência de representantes dos professores na comissão instituída pelo Ministério do Esporte para regulamentar o documento.

        Voltou para o Rio de Janeiro sem a garantia de que o Conselho Federal de Educação Física integrará a comissão.

        Os atletas também ficaram sem representatividade na mesma comissão. Já o futebol tem dois interlocutores, um cartola e um dirigente sindical. De fato, somos o país da bola…

Atraso

        A discussão revela atrasos. Enquanto se discute sobre estádios de custos bilionários, só agora regulamenta-se a lei maior do esporte, que é de 1998…

        Pior, pois o governo nada sabe sobre a conveniência de alunos da rede pública praticarem educação física na escola. O tema não é discutido de forma integrada entre os órgãos afins, Educação, Esporte e Saúde. Como não foi nos governos de FHC, Collor, Itamar… 

        Enquanto isso, as crianças ficam privadas de uma atividade que, reconhecidamente, contribui para a qualidade de vida, da saúde, a melhoria do rendimento escolar, o desenvolvimento do intelecto, a formação do caráter, etc.

        Nossas autoridades precisam ultrapassar a barreira da hipocrisia e admitir que o esporte em nível de governo trata, prioritariamente, do rendimento. Os professores de educação física, desprestigiados a partir dos salários — piso de R$ 780,00, no Rio — que o digam.

        Não há preocupação alguma fora o esporte de rendimento. Nem programas.

        Ao contrário, o que existe, o Segundo Tempo, é motivo de investigação policial, pois muitos enriqueceram desviando o dinheiro do objetivo principal.

        Mas somos um país olímpico!

        Agora vai.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s