Falando em Flexões de Braço – Matéria sobre uso (inadequado) de teste em concurso público

Há algum tempo fui perguntado sobre o teste de flexão de braços (apoio, flexo-extensão de cotovelos) por uma reporter muito atenciosa da cidade.

Sua dúvida era se mulheres devem ser avaliadas com o teste masculino tradicional:

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Em referência ao teste de flexões de braço, observa-se que, de fato há apresentação inadequada dos procedimentos de execução no edital do concurso (http://concursosnobrasil.com.br/edital-concurso/edital-pelotas-concurso-2011/), pelo menos de acordo com a literatura técnica específica.

Neste sentido, Tritschler (2000) descreve que tal teste deve ser executado, por mulheres, de modo adaptado, com a seguinte orientação: “posição inicial, a parte superior do corpo fica estendida, com peso sustentado nos joelhos e nas mãos” (p.329).
Como valores “na média”, são adotadas: entre 17 e 33 execuções para 20 a 29 anos, 12 a 24 para 30 a 39 anos e assim por diante.

O Colégio Americano de Medicina Esportiva adota, para mulheres, posição modificada com a avaliada assumindo “a posição de joelhos, com a parte inferior das pernas em contato com o colchonete, os tornozelos em flexão plantar e as costas retas (Heyward, 2004, p.113). Os valores de referência, para o sexo feminino, observam que o percentil 50% (mediana) é de 18 repetições para a faixa de 20 a 29 anos, 16 repetições para 30 a 39 anos, e assim por diante.

Por fim, Queiroga (2005) corrobora com as indicações supracitadas quando indica que “a execução do teste para o sexo feminino é modificada apenas no apoio dos membros inferiores; contrariamente à execução do teste para os homens, os joelhos é que fazem suporte para o corpo” (p.131). Como valores “na média”, são adotadas: entre 18 e 24 execuções para 15 a 19 anos, 15 a 20 repetições de 20 a 29 anos, 13 a 19 para 30 a 39 anos e assim por diante (Queiroga, 2005).

Deixo claro que o percentil ou quantidade de repetições adotadas é de livre escolha de quem administra os testes, segundo exigências do cargo em questão.

Heiyward S. Avaliação física e prescrição de exercício: Técnicas avançadas. 4a ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.
Queiroga MR. Testes e medidas para avaliação da aptidão física relacionada à saúde em adultos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
Tritschler K. Medida e avaliação em Educação Física e Esportes de Barrow e McGee. 5a ed. Barueri: Manole, 2000.

 

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