Professores de educação física de academias entram em greve

18/05/2011 – Professores de educação física de academias entram em greve

Na Paraíba Pela primeira vez na história do país profissionais de academias de ginástica paralisam suas atividades.
http://www.educacaofisica.com.br/noticias/professores-de-educacao-fisica-de-academias-entram-em-greve-na-paraiba/

Os professores de educação física e demais empregados que trabalham nas academias de ginástica Star (Tambauzinho), Max Vita (Bairro dos Estados), Equilíbrio do Corpo (Tambaú e Manaíra), Academia Prodígio (Tambaú e Manaíra), Circuito do Corpo (Geisel) e Superação (Cabo Branco) decidiram entrar em greve a partir do dia 28, por tempo indeterminado.

A decisão tomada em assembléias realizadas na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Privado da Paraíba (Sinteenp-PB) é um marco: pela primeira vez na história do país profissionais de academias de ginástica paralisam suas atividades.

De acordo com o coordenador do Sinteenp-PB, Avenzoar Arruda, os profissionais de educação física e demais trabalhadores têm data-base em 1º de maio, mas a classe patronal se nega a negociar qualquer melhoria salarial,onde os salários estão congelados desde maio do ano passado.

“Os donos de academias ainda propuseram o congelamento de salário dos empregados até 2014, conforme documento enviado ao sindicato” revelou.
Segundo o sindicalista, os donos de academias de ginástica, além do congelamento salarial dos profissionais, se negam a usar o mesmo expediente nas mensalidades de clientes e alunos.

Para Avenzoar Arruda, é praxe nas academias de ginástica de João Pessoa a contratar profissionais e não assinar a carteira de trabalho, pagando salários abaixo do que está estabelecido na Convenção Coletiva e não recolhem os encargos sociais como o FGTS e o INSS.

O coordenador geral do Sinteenp-PB responsabilizou os ‘empresários’ de academias pela obstrução das negociações coletivas de trabalho entre os sindicatos dos empregados e o sindicato dos empregadores, criando um clima de guerra entre todos e dificultando uma solução negociada para a campanha salarial dos empregados.

Avenzoar denuncia ainda que essas academias têm a intenção de excluir os licenciados em educação física do trabalho para substituir por bacharéis e mesmo assim com salários aviltantes e ainda obriga os personal trainners a pagarem uma taxa para atenderem seus clientes dentro da academia.

Os profissionais de educação física têm data-base em 1º de maio e a pauta de reivindicações foi entregue no começo de março.
O Sinteenp reivindica um aumento para os professores de 6,9% e R$ 545,00 para os demais profissionais, entre outros pontos.

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