Tecnologia no Esporte – O uso de sensores eletrônicos

Depois de algum tempo de uma de nossas últimas publicações:

Del Vecchio F.B., Franchini E., Del Vecchio A.H.M., Pieter W. ENERGY ABSORBED BY ELECTRONIC BODY PROTECTORS FROM KICKS IN A TAEKWONDO COMPETITION. Biol. Sport 2011;28:75-78:

O UOL publica notícia sobre o emprego dos coletes eletrônicos no TAEKWONDO:

Para evitar erro do juiz, taekwondo testa sensores eletrônicos

Ao acertar um chute na cara de um juiz nos Jogos Olímpicos de 2008, o lutador cubano Angel Matos tornou-se símbolo das confusões da arbitragem no taekwondo em Pequim.

É para apagar essa imagem que o esporte aposta em um sistema eletrônico de arbitragem, que será testado, de fato, a partir deste sábado à noite no Mundial de Taekwondo, em Gyeongju, na Coréia do Sul.

Aprovado, será usado na em Londres-2012 para evitar as polêmicas chinesas. É uma busca do esporte por credibilidade para se manter na Olimpíada na qual foi incluído há apenas 11 anos.

O problema em Pequim foi o fato de juízes não terem visto golpes dos lutadores.

A britânica Sarah Stevenson seria eliminada dos Jogos porque não viram um chute seu na cabeça de rival. Após protestos, a decisão foi revista e ela voltou a disputa. Houve diversos outros casos.

A Federação Mundial de Taekwondo decidiu usar a eletrônica após os Jogos.

No campeonato mundial de 2009, incluiu sensores eletrônicos nos coletes e protetores _equipamentos de proteção dos lutadores. Há dois alvos: no abdômen e peito, e na cabeça, locais onde os golpes valem pontos.

Os lutadores ainda usam sensores nas meias e luvas. Quando tocam os alvos, o sistema contabiliza os pontos.

No ano passado, a federação mudou a regra e incrementou o mecanismo eletrônico para o Mundial-2011.

Os coletes passaram a medir o tamanho da força do impacto dos golpes, regulados para cada categoria de peso. Lutadores mais fortes têm que bater com mais intensidade para marcar pontos, que vão automaticamente para os juízes e para o placar.

Mais, a nova regra ainda permite a revisão dos golpes em replays. O técnico pede aos juízes a computação de um ponto até cinco segundos após o chute ou soco. Os árbitros reveem o lance na tela e decidem se é válido.

Para maior atratividade, ainda foi estabelecida uma pontuação de 4 pontos para chutes na cabeça com giro. O golpe simples na cabeça vale 3 pontos e o barriga, 1.

Também foi estabelecida punição específica para fingir contusão para parar a luta. Foi por retardar uma disputa que o cubano Angel Matos foi desqualificado dos Jogos-2008 e chutou o juiz.

Fato é que nem a federação tem certeza de que a eletrônica será suficiente para evitar cenas como essa.

Seus coletes já deram problemas eletrônicos em evento-teste, o que levou a pedido de ajustes a fabricante. Caso o equipamento falhe, o regulamento prevê que se use o sistema de pontos baseado nos olhos dos juízes, que tanto falhou em Pequim.

BRASIL
A Confederação Brasileira de Taekwondo só começou a ter acesso, de fato, aos novos equipamentos eletrônicos a partir deste ano, com o patrocínio da Petrobras.

“Fizemos a solicitação e estamos esperando uma licitação. Devem chegar entre 30 e 40 coletes para nós com equipamentos completos”, contou o presidente da entidade, Carlos Fernandes.

Antes, havia entre 10 e 12 equipamentos de modelos antigos, comprados pela gestão anteriores. Há ainda atletas que têm acesso a coletes por conta própria.

Mas o cartola acha que isso não vai afetar os lutadores brasileiros no Mundial. “Eles estão acostumados a lutar com os coletes no exterior.”

Também foi esse ano que a confederação instalou o sistema de acompanhamento por replay das lutas, previsto no novo regulamento.

Na Coréia do Sul, haverá uma equipe de 15 lutadores brasileiros. São oito mulheres e sete homens.

No masculino, o destaque é Márcio Wenceslau, categoria até 58gk, que é o terceiro do ranking mundial. No feminino, sem Natália Falavigna contundida, Kátia Arakaki, até 49kg, é a principal candidata a uma medalha, 5 ª do ranking.

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O legal é que há três grandes modelos no mercado hoje: Adida, LaJust e Daedo, apresentados nesta ordem na imagem abaixo, com algumas informações interessantes, obtidas pelo Diego e pela Paula, em seminário na Europa.

No Brasil, o pessoal da BANG (www.bang.com.br) está desenvolvendo um modelo de colete eletrônico para o TAEKWONDO, mas não encontrei mais a notícia no ar. Por outro lado, encontrei outras interessantes:

http://www.bang.com.br/mostra_noticia.php?id=1674 ==> Sobre a tecnologia da Daedo

http://www.bang.com.br/mostra_noticia.php?id=795 ==> Sobre a tecnologia da KP&P

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